Arquivo de Dezembro, 2008

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Avaliação docente pelo DR 2/2008 – Burocrático, altamente subjectivo, dependente de quotas e com aquele toque demagógico-pedagógio próprio dos apologistas das “ciências da educação”. Um mimo que nenhum “simplex” consegue salvar.

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O estatuto da carreira docente – Aprovado em 19 Janeiro de 2007, um pouco com a conivência de todos nós, professores e que dividiu a carreira de forma arbitrária com a única intenção de criar hierarquias e preparar terreno para as restantes “reformas” que aí viriam.

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Estatuto do aluno – Uma autêntica pérola de facilitismo e desresponsabilização para os alunos… e mais um elemento de desautorização para os professores.

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Novo modelo de gestão escolar – O extermínio programado da gestão democrática e colegial nas escolas.

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E por fim, os novos concursos de professores – A precaridade anunciada para todos os professores, independentemente do tempo de serviço. Passam a ser quadrianuais. Diz o ministério que é para “consolidar e estabilizar” o corpo docente. Será que tem a ver com o facto de que é muito mais barato fazer um concurso a cada 4 anos do que a cada 3, para não falar num concurso anual, que era o que deveria acontecer…

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A excelência de um professor, para este ministério, tem a ver com o grau de subserviência que demonstrar relativamente a estas pretensas reformas no ensino. Um professor excelente é um professor obediente que trabalhe muitas horas na escola, sobretudo a preencher papelada inútil.

Confesso que fui um dos que contribuiu para eleger o engenheiro Socrates como primeiro ministro. Pelo facto peço encarecidamente desculpa a todos os portugueses… É evidente que não tenciono repetir o erro. No entanto espanta-me a existência daqueles indivíduos que, com memória extremamente curta, se esquecem do mal que os desgovernantes oriundos do PS e PSD tem feito aos portugueses nestas últimas duas décadas; a sua arrogância, a sua completa displicência em dispôr do erário público para realizar investimentos elefantinos, o compadrio com os grandes interesses económicos, a imoralidade e falta de integridade, as políticas desastrosas ou, no mínimo, ineficazes… no fundo, e para resumir, a total falta de craveira governativa, sentido de estado e estatura moral. Este sistema perpetua-se a si mesmo com a alternância entre os dois partidos principais que se transformaram em agências de defesa dos interesses dos seus correligionários.
MERECEMOS MELHOR
Circula por aí uma campanha que diz: “Sou professor e não voto PS”. Eu pretendo mais… Digo. “Sou professor e não voto PS nem PSD”.

E nos outros, logo se verá…

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Carga fiscal

Posted: 29/12/2008 in Economia, Indignação

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Num país pobre como o nosso, a carga fiscal é como um garrote asfixiante em todos os aspectos da sociedade. Segundo Medina Carreira em entrevista recente, 48% da riqueza produzida em Portugal é para entregar ao estado. E qual é o resultado? Das duas uma: ou produzimos muito pouco ou então a colecta é sugada para fins insuspeitos ou para financiar elefantes brancos. Qual foi o resultado líquido das medidas austeras para combater o déficit público? Tanto sacrifício para agora, com esta recente crise, o estado  financiar os deficits dos brancos privados que malbarataram fundos em investimentos duvidosos. E qual é a resposta deste governo de Sócrates à crise? Abrir mais linhas de crédito para empresas e particulares se endividarem ainda mais…

Meus amigos… baixem mas é os impostos e deixem-se de tretas!

Indesejada!

Posted: 29/12/2008 in Indignação, Memória

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“Perdi os professores mas ganhei a população”

Na altura, esta frase marcou-me profundamente pela arrogância e pelo desplante. Fazer uma afirmação destas, num país “à séria” era logo um bilhete para a demissão certa. Esta senhora espera que a classe que supostamente deve gerir e com a qual deveria trabalhar em conjunto a respeite? Difícil. Afirmações deste tipo e os desnortes que operou (e tem operado) no sector do ensino público, levaram-me a eleger a ministra da Educação como um dos temas favoritos para intervenção gráfica. Uma longa “parceria” que ainda hoje se mantém e que só terminará quando esta senhora abandonar o mandato que ficará para a história como a maior desgraça que alguma vez se abateu sobre o ensino público português.