Arquivo de Janeiro, 2009

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Maria de Lurdes Rodrigues, Junho de 2006

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Valter Lemos. 24 Janeiro 2008

Mais um “cromo” para a colecção… Alguém tem para a troca?

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Jorge Pedreira. Novembro, 2008

Esta e outras incríveis citações dos nossos ilustres “timoneiros pedagógicos” já andam há algum tempo a circular na net e não são novidade para (quase) ninguém. No entanto, não resisti à tentação de interpretar isto à minha maneira, visualmente falando…

Não dá vontade de trabalhar em conjunto com eles, como se fossemos todos uma grande família??

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Entregar os OI´s é PACTUAR com a filosofia por detrás deste modelo de avaliação (com ou sem simplexes) e é também DESISTIR da atitude de resistência e oposição a estas pseudo-reformas, das quais a avaliação é apenas a ponta do iceberg.

No fundo, tudo se resume a uma questão de convicções e muita gente não percebeu ainda que, nesta situação, a coesão é fundamental e tornará (tornaria?) tudo mais fácil. Todos temos posições individuais que é necessário respeitar. É de respeitar inclusivé aqueles que defendem de peito aberto este modelo de avaliação (não entendo mas respeito), quanto mais não seja pela coerência. É no entanto penoso encarar aqueles que assumem uma posição no colectivo e outra diferente no individual. Apesar de tudo, mesmo para estes últimos (refiro-me aos que têm consciência e não àquela pequena mas sempre presente fatia de carreiristas que fazem o jogo de cintura que for preciso para não por em perigo a “vidinha”), entendo que a entrega dos OI´s possa ser um sapo engolido a custo, empurrado pelo medo. Restam aqueles que acham que já engoliram sapos suficientes.

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A manifestação convocada para o dia 24 de Janeiro, por vários movimentos independentes de professores, vai transmitir publicamente ao Presidente da República o descontentamento e a apreensão com que os docentes encaram o rumo que este governo segue em matéria de ensino público.

Incluída na “grande encenação” em que se transformou a governação do país, a educação não foge à regra, e os professores lutam para evitar o aniquilamento da escola pública. A intenção evidente deste executivo (socialista ?) é, em primeiro lugar, poupar dinheiro para que este possa ser aplicado em contratos chorudos de construção e no financiamento do déficit da banca.. Em segundo lugar, nivelar a qualidade por baixo, diminuindo o grau de exigência, deixando o caminho aberto para os privados fazerem da educação um negócio, oferecendo pretensamente a qualidade que o ensino público deixará de ter. Tudo isto, claro está, envolto em grandes cortinas de fumo lançadas por uma bem oleada máquina de marketing político.

O problema deles é que já foram topados a léguas…

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Formato pdf A4: cartaz-24jan-a4

 

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Material para usar à discrição…

 

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O conceito ridículo de que um professor (um funcionário, um aluno e, porque não, um político…) só pode ter uma avaliação de “excelente” se existir quota administrativa para tal, é um contra-senso de tal ordem que só pode ter sido lançado à custa da crença da tutela de que todos nós somos acéfalos.

Uma coisa é avaliar o mérito, usando essa avaliação para premiar (e em alguns casos extremos, penalizar) a situação profissional de um indivíduo. Outra coisa é a constatação (que eu aceito) que não há dinheiro para pagar a todos os que atinjam os escalões de topo. Esta questão é complexa e não é cortando a talhe de foice, metendo tudo num mesmo saco mal amanhado que se resolve.

Não podemos esquecer ainda que, no caso dos professores, a carreira é relativamente horizontal ou seja, todos têm basicamente as mesmas funções e responsabilidades, não existindo muitos cargos de hierarquia vertical. Não é por acaso que o ME cozinhou esta divisão vertical, entre professores titulares e professores, na tentativa de legitimar uma avaliação deste tipo.

Salvar a face?

Posted: 02/01/2009 in Educação, Políticos

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Apesar de ter recebido certamente instruções superiores para assumir uma atitude mais “low-profile” e de, consequentemente, nos ter brindado menos amiúde com a sua presença nos média, não devo andar muito longe da verdade ao afirmar que a sua alva face não nos deixou grandes saudades… A esse respeito, não conte a srª Ministra que a ajudemos a salvar a sua face, perdida inexoravelmente ao longo destes três anos de implementação das suas “reformas” no ensino.

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Infelizmente, esta imagem criada há alguns meses, continua actual. O perigo ainda existe. Estou convicto que, das duas uma: Ou este trio desaparece da cena política ou é o ensino público que acaba por desaparecer. Fazendo as contas, é quase certo que tinha ficado mais barato ao estado português pagar-lhes uns principescos ordenados em Bruxelas como deputados europeus, de que suportar os danos a longo prazo (infinitamente superiores) que esta trupe infligiu à escola pública e ao país.

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