Arquivo de Janeiro, 2009

 

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Material para usar à discrição…

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O conceito ridículo de que um professor (um funcionário, um aluno e, porque não, um político…) só pode ter uma avaliação de “excelente” se existir quota administrativa para tal, é um contra-senso de tal ordem que só pode ter sido lançado à custa da crença da tutela de que todos nós somos acéfalos.

Uma coisa é avaliar o mérito, usando essa avaliação para premiar (e em alguns casos extremos, penalizar) a situação profissional de um indivíduo. Outra coisa é a constatação (que eu aceito) que não há dinheiro para pagar a todos os que atinjam os escalões de topo. Esta questão é complexa e não é cortando a talhe de foice, metendo tudo num mesmo saco mal amanhado que se resolve.

Não podemos esquecer ainda que, no caso dos professores, a carreira é relativamente horizontal ou seja, todos têm basicamente as mesmas funções e responsabilidades, não existindo muitos cargos de hierarquia vertical. Não é por acaso que o ME cozinhou esta divisão vertical, entre professores titulares e professores, na tentativa de legitimar uma avaliação deste tipo.

Salvar a face?

Posted: 02/01/2009 in Educação, Políticos

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Apesar de ter recebido certamente instruções superiores para assumir uma atitude mais “low-profile” e de, consequentemente, nos ter brindado menos amiúde com a sua presença nos média, não devo andar muito longe da verdade ao afirmar que a sua alva face não nos deixou grandes saudades… A esse respeito, não conte a srª Ministra que a ajudemos a salvar a sua face, perdida inexoravelmente ao longo destes três anos de implementação das suas “reformas” no ensino.

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Infelizmente, esta imagem criada há alguns meses, continua actual. O perigo ainda existe. Estou convicto que, das duas uma: Ou este trio desaparece da cena política ou é o ensino público que acaba por desaparecer. Fazendo as contas, é quase certo que tinha ficado mais barato ao estado português pagar-lhes uns principescos ordenados em Bruxelas como deputados europeus, de que suportar os danos a longo prazo (infinitamente superiores) que esta trupe infligiu à escola pública e ao país.

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