Arquivo de Junho, 2009

NedaMartir

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Não há desculpa para uma autoridade que permita que se atire a matar sobre manifestantes desarmados. A morte é sempre um acontecimento altamente lamentável e quantas não acontecem às escondidas do mundo, sem ninguém para lhes fazer justiça ou sequer para as lamentar. A morte da jovem iraniana Neda Soltan foi, no entanto, pública e brutal. Abatida a tiro durante uma manifestação de protesto contra os resultados eleitorais no Irão, a morte filmada em directo (as imagens são impressionantes pelo que os mais sensíveis devem abster-se) transformou-se  numa acha de revolta contra o estado de coisas naquele país.

Fica aqui, sob a forma deste cartaz, o meu modesto contributo para que a morte de Neda Soltan não seja facilmente esquecida e reforçar o meu desejo de que, pelo menos, não tenho sido em vão.

Mais informação aqui (em inglês), aqui e aqui

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RepensarIP

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Mais um sinal daqueles que este governo costuma ostensivamente ignorar. Um conjunto de economistas redigiu um manifesto para que sejam reavaliados todos os projectos de investimentos públicos, nomeadamente e com mais urgência, os mega-projectos do TGV, Aeroporto e Auto-estradas. (mais…)

Novo Socrates1

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Será que vamos assistir a mais um milagre do marketing político? Nada se baseia naquilo que verdadeiramente é mas sim na mensagem que se faz passar. Depois do desaire eleitoral destas eleições, decidiu a comissão política do PS que o “novo” Sócrates será mais humilde e dado ao diálogo… apesar de já ter afirmado que está muito satisfeito com ele próprio.

É por isso que este PS não vai a lado nenhum nem o país vai a algum lado com ele.

Mais sobre a figura aqui

Ondeparaonossodinheiro

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Será que já não vale a pena nos indignarmos?

Somem-se milhões de bancos e empresas, existem clientes defraudados, existem passivos que são cobertos com o dinheiro dos contribuintes, faz-se uma nacionalização (do BPP) com uma diligência tal que pareceria estarmos no longínquo PREC  e tudo “para muitos milhares de portugueses não verem as suas economias em risco” como afirmou o ministro das finanças. Se pensarmos que, para abrir conta no BPP eram necessários 250.000 euros, fica-se com uma ideia do tipo de clientes cujas “poupanças” foram garantidas.

Temos administradores de bancos que fazem negócios de milhões e ficam amnésicos

Temos um presidente do Banco de Portugal que vai sobranceiramente prestar declarações à assembleia da república e diz nenhuma responsabilidade ter sobre os assuntos em causa, aproveitando de caminho para realçar a ignorância dos deputados sobre matérias económicas…

Depois são as derrapagens e os ajustes directos nas obras públicas. São as intenções de investimentos elefantinos em auto-estradas e TGV´s.

Alguém me quer fazer acreditar que não andam alguns (poucos) a ganhar muito dinheiro à custa de muitos que ganham bem menos? E ainda para mais, é tudo legal!

Em dia de reflexão para as eleições do Parlamento Europeu, longe de mim querer influenciar alguém…

JustiçaPortuguesa20052009©ProtestoGráfico

EnsinoPortugues 20052009©ProtestoGráfico

Economia Portuguesa20052009©ProtestoGráfico

Nem tudo foi a pique…

DesempregoPortugues 20052009

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Estamos em pleno “dia de reflexão” para as eleições do parlamento europeu. Reflexão puxa reflexão e acabei por fazer um balanço da legislatura do governo Sócrates. E o balanço não é bom… vá-se lá saber por quê! As preocupações deveriam ser genuinamente europeias e os assuntos e decisões deveriam andar à volta da inevitável questão do reforço da credibilidade que é necessário conferir à Europa enquanto espaço económico mas também enquanto espaço cultural e social.

Ao pensar em questões internas em vez de europeias, não estou a fazer nada que a maioria dos políticos nesta campanha não tenha feito também: um completo borrifanço, passo a expressão,  para as questões europeias em detrimento da vidinha nacional e da já corriqueira distribuição de culpas pelo estado da nação.

O ponto chave para inverter esta decadência do ideal europeu passa pelo esforço de nomear bons líderes para os governos nacionais que encarem a Europa na sua devida perspectiva. Trata-se de “arrumar a nossa casa” em primeiro lugar e depois pensar no bairro…

Voltando à tal reflexão retrospectiva, por puro deleite gráfico à mistura com uns pózitos de sátira corrosiva, surgiram estas representações do balanço da legislatura de maioria absoluta PS, entre 2004 e 2009. Tratou-se de mais um período de oportunidades grosseiramente desperdiçadas por parte de um aparelho partidário que, quanto a mim, claramente não merece uma segunda oportunidade neste quadro eleitoral que se vive. Espero que a memória dos portugueses seja suficientemente longa e o espírito suficientemente aberto para que novas oportunidades (reais, não aquelas do Ministério de Educação) surjam para Portugal.

Abstenção, não!

Posted: 03/06/2009 in Democracia, Europa

AbstençãoNão

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Estar desencantado com a política e com os partidos não é argumento para nos alienarmos de exercer o mais básico direito de cidadania em qualquer democracia; o voto livre. A democracia, no seu conceito pleno, não se extingue no voto, estendendo-se a uma participação activa de todos no contínuo aperfeiçoamento da sociedade, com o fito de a tornar mas próspera e justa para todos.

A Europa é já aqui e diz-nos respeito. Penso que é uma boa ideia e vale a pena lutar por ela. Só o nosso voto pode, numa primeira instância, ajudar a baixar a “febre” neoliberal que parece ter assolado fortemente o velho continente. Precisamos também de reformar (nem que seja antecipadamente e sem penalizações) uma série de políticos oportunistas e de competência duvidosa que hoje infelizmente grassam com profusão quer no Parlamento Europeu quer nos governos nacionais. Como poderemos fazer isso ficando em casa no dia 7 de Junho?

Eu não vou faltar.

Ver também no ProtestoGráfico: Europa,Europa!