Arquivo de Setembro, 2009

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Pronto! Ganhou.

Que posso eu dizer? Que corra tudo pelo melhor, a bem do país…

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Podemos admitir que o apelo ao “voto útil” é uma estratégia para garantir que não ganhe um determinado partido ou candidato. É um voto “contra”. Um voto pela negativa. A ideia é fácil de entender e em algumas situações até de aceitar. O problema é que o país já não aguenta tanto voto “contra”. Votar contra é sempre resolver parte do problema e deixar a outra parte adiada ad eternum. É importante reconhecer que esta atitude por parte dos eleitores tem ajudado a perpetuar um sistema que se cristalizou e calcificou no poder. Votámos contra Cavaco e elegemos Guterres. Votámos contra Guterres e elegemos Durão. Durão fugiu, não foi preciso votar contra ele. Votámos contra Santana e elegemos Sócrates… Estão a ver o enleio? (mais…)

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E já agora, os que não votam, que razões invocam? Algumas dessas razões serão, porventura, totalmente legítimas…

Perigo! Amianto!

Posted: 18/09/2009 in Acção!, Cidadania, Escola, Saúde

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Como é o do conhecimento geral, muitas escolas do país encontram-se presentemente em obras de ampliação e remodelação.  Um grande número dessas escolas (onde está incluída a minha própria) tem telhados de fibrocimento, prática comum na construção das escolas públicas há 20-30 anos atrás. O fibrocimento contem amianto, material que quando inalado sob a forma de poeira resultante do seu corte ou quebra, é altamente perigoso pela sua toxicidade e propriedades cancerígenas . É certo que existe um tipo de fibrocimento sem amianto mas esse é relativamente recente e é pouco provável que o que está instalado na maioria das escolas seja desse tipo. Também é mais que provável que ninguém nas escolas ou até mesmo os responsáveis no ministério da Educação saibam que tipo de fibrocimento é que foi instalado em cada escola. Tal só pode ser determinado através de análises. (mais…)

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Dia dezanove de Setembro não vou ficar em casa. Cheguei a pensar ficar quietinho até ao desenlace das eleições. Pensando bem, essa opção que poderia ser justificada pelo desgaste e/ou pela necessária poupança de energia agora que estamos com mais um ano lectivo à porta, não serve. Entendo que muito do que aconteceu nesta legislatura em matéria de achincalhamento da classe docente e destruição de uma certa ideia de escola pública aconteceu justamente devido ao nosso comodismo e a uma confiança excessiva na reactividade dos sindicados. (mais…)

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Pode ser um  assunto de somenos importância, sobretudo no momento actual, mas a vida é feita de pequenos detalhes que podem não matar mas que, inexoravelmente, acabam por moer.

Estou a falar dos parquímetros, essa verdadeira actividade especulativa baseada no património público que ninguém pode negar que é um bom negócio! Uma Câmara Municipal quer fazer dinheiro. Então, associa-se com uma empresa especializada em gestão de parquímetros que (obviamente) também quer fazer dinheiro. O terceiro ingrediente é o espaço propriamente dito. O espaço que é público (portanto de todos nós) mas que todos nós temos de “alugar” se quisermos estacionar o nosso carro seja para trabalho ou lazer. (mais…)

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Quem não conhece ou não entende a história está condenado a repeti-la. Desde o ínicio do mandato deste governo que fiquei intrigado com a explícita animosidade demonstrada face aos professores. Pensei, ao princípio, que fosse uma questão de estilo, uma espécie de “falar grosso” para meter a casa em ordem. Mas não. Tratava-se de um plano de acção muito mais vasto. Estou hoje convencido que esta animosidade que o governo PS nem se deu ao trabalho de disfarçar é uma questão de regime. Os professores (e digo isto sem laivos corporativistas) são uma das classes profissionais mais cultas e, sobretudo, com uma maior consciência política e social. Por isso foram desde logo um alvo a abater. Todo o mandato foi caracterizado pela tentativa de proletarização e domesticação dos professores. A ideia era transformá-los em meros funcionários públicos submissos e executores das políticas educativas de base mercantilista emanadas deste governo cujo rótulo de “socialista” só pode ser uma piada e uma afronta ao conceito ideológico, político que é o verdadeiro socialismo. (mais…)