Se fizer greve, vai ser a 23 ou a 25…

Posted: 11/10/2010 in Cidadania, Democracia, Manifestações de Professores, Políticas

©ProtestoGráfico

Alguém de entre vós já viu o governo de Sócrates ficar REALMENTE incomodado com alguma greve ou mega-manifestação que tenha ocorrido nos últimos seis anos, a ponto de mudar algo, por pequeno que seja nas suas políticas (tirando a última greve dos camionistas)? Alguma reivindicação séria foi REALMENTE atendida, fruto das manifestações, greves ou habilidade negocial dos sindicatos (os que ainda mexem, porque alguns só aparecem quando surge a oportunidade de cavalgar uma onda iminente de descontentamento)?? Não perguntem aos sindicatos. Perguntem a vocês próprios! Numa situação que é grave, está convocada mais uma greve, desta vez “geral”, que fará as delícias sindicalistas no reforço da auto-ilusão de que eles próprios ainda servem para alguma coisa, e mais; o reforço da auto-ilusão de que muita gente ainda não tenha dado por isso…

O resto é festa… é catarse. O que nós precisamos é de acção bem dirigida, com a atitude correcta, ao serviço daquilo que consideramos justo e não ao serviço de grupos, sindicais ou corporativos, que muito bem tentam manipular as massas em seu benefício (até pareço um anarquista a falar mas foi sem intenção…). Catarse colectiva, festa e comício já tivemos, muito obrigado! E a bem dizer, uma greve como as outras, nesta altura de penúria, servirá para alguma coisa?

Credibilidade é o bem mais precioso e escasso no panorama político nacional, neste momento. O governo não tem e os sindicatos também não. E entre fazer qualquer coisa e não fazer nada, engrossamos as estatísticas favoravelmente a um ou ao outro. Quanto à greve de 24 de Novembro só digo isto: talvez faça, mas a 23 ou a 25… a 24, duvido!

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Comentários
  1. Mesmo que seja como dizes!!! Acho que desta vez estás a ser uma bocado mauzinho. Esta greve, com todos os seus defeitos catárticos e imediatistas, acaba por ser incontornável. Há nela um efeito de unidade que não pode nem deve ser ignorado, menos ainda num momento como este. Eu sei que sempre quiseste ser um outsider e que é nesse campo que te sentes bem. Mas sozinhos nunca iremos a lado nenhum. Às vezes temos de contemporizar com algum folclore e agora é uma dessas alturas. Claro que o pinóquio não se vai abalar com isto. Mas alguma mossa lhe havemos de fazer. Vamos moendo que ele acaba por cair. Já faltou mais….

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