Archive for the ‘Acção!’ Category

Perigo! Amianto!

Posted: 18/09/2009 in Acção!, Cidadania, Escola, Saúde

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Como é o do conhecimento geral, muitas escolas do país encontram-se presentemente em obras de ampliação e remodelação.  Um grande número dessas escolas (onde está incluída a minha própria) tem telhados de fibrocimento, prática comum na construção das escolas públicas há 20-30 anos atrás. O fibrocimento contem amianto, material que quando inalado sob a forma de poeira resultante do seu corte ou quebra, é altamente perigoso pela sua toxicidade e propriedades cancerígenas . É certo que existe um tipo de fibrocimento sem amianto mas esse é relativamente recente e é pouco provável que o que está instalado na maioria das escolas seja desse tipo. Também é mais que provável que ninguém nas escolas ou até mesmo os responsáveis no ministério da Educação saibam que tipo de fibrocimento é que foi instalado em cada escola. Tal só pode ser determinado através de análises. (mais…)

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Dia dezanove de Setembro não vou ficar em casa. Cheguei a pensar ficar quietinho até ao desenlace das eleições. Pensando bem, essa opção que poderia ser justificada pelo desgaste e/ou pela necessária poupança de energia agora que estamos com mais um ano lectivo à porta, não serve. Entendo que muito do que aconteceu nesta legislatura em matéria de achincalhamento da classe docente e destruição de uma certa ideia de escola pública aconteceu justamente devido ao nosso comodismo e a uma confiança excessiva na reactividade dos sindicados. (mais…)

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Pode ser um  assunto de somenos importância, sobretudo no momento actual, mas a vida é feita de pequenos detalhes que podem não matar mas que, inexoravelmente, acabam por moer.

Estou a falar dos parquímetros, essa verdadeira actividade especulativa baseada no património público que ninguém pode negar que é um bom negócio! Uma Câmara Municipal quer fazer dinheiro. Então, associa-se com uma empresa especializada em gestão de parquímetros que (obviamente) também quer fazer dinheiro. O terceiro ingrediente é o espaço propriamente dito. O espaço que é público (portanto de todos nós) mas que todos nós temos de “alugar” se quisermos estacionar o nosso carro seja para trabalho ou lazer. (mais…)

RepensarIP

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Mais um sinal daqueles que este governo costuma ostensivamente ignorar. Um conjunto de economistas redigiu um manifesto para que sejam reavaliados todos os projectos de investimentos públicos, nomeadamente e com mais urgência, os mega-projectos do TGV, Aeroporto e Auto-estradas. (mais…)

AdeusMilu

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Estive lá e foi bonito. Apesar das reservas e das incertezas, 60, 70, 80 mil professores entenderam unir-se para este protesto final antes do termo da legislatura e do respectivo mandato de Maria de Lurdes Rodrigues, mandato esse que ficará para a história da educação portuguesa como o mais negro do pós-25 de Abril. Esperemos que os partidos da oposição tirem daqui as suas ilações e definam com clareza o que pensam fazer para reverter o caos humano, pedagógico e legislativo em que transformaram o ensino público de Portugal. Isto na perspectiva de impossibilidade da obtenção da maioria absoluta por parte do PS, o que tudo indica, virá (felizmente) a acontecer.

Deixo aqui a transcrição do texto de Santana Castilho publicado no Jornal Público que apesar de ter alguns dias e ter já sido divulgado em vários blogues, foi na minha opinião, quem melhor fez o “elogio fúnebre” à “ministra-que ainda-o-é-mas-não-por-muito-mais-tempo…

Carta aberta à ministra da Educação
13.05.2009, Santana Castilho

“O Ministério da Educação devia passar a chamar-se Ministério da Certificação e das Novas Oportunidades

Senhora ministra: Dentro de poucos meses partirá para um exílio dourado. Obviamente que partirá, seja qual for o resultado das eleições. É tempo de lhe dizer, com frontalidade, e antes que o ruído da campanha apague o meu grito de revolta, como a considero responsável por quatro anos de Educação queimada. Este qualificativo metafórico ganhará realismo à medida que aqui for invocando os falhanços mais censuráveis, alguns apenas, dos muitos que fazem de si, politicamente, uma predadora do futuro da escola pública. Se se sentir injustiçada, tenha a coragem de marcar o contraditório, cara a cara, onde e quando quiser, perante professores, alunos, pais e demais cidadãos votantes. Por uma vez, sairia do ciclo propagandístico em que sempre se moveu.
A senhora ministra falhou estrondosamente com o sistema de avaliação do desempenho dos professores, a vertente mais mediática da enormidade a que chamou estatuto de carreira. A sua intenção não foi, nunca, como lhe competia, dignificar o exercício de uma profissão estratégica para o desenvolvimento do país. A senhora anda há um ano a confundir classificação do desempenho com avaliação do desempenho e demonstrou ignorar o que de mais sério existe na produção teórica sobre a matéria. Permitiu e alimentou mentiras inomináveis sobre o problema. O saldo é claro e incontestável: da própria aberração técnica que os seus especialistas pariram nada resta. Terá os professores classificados com bom, pelo menos, exactamente o que criticava quando começou a sua cruzada, ridiculamente fundamentalista. A que preço? Coisa difícil de quantificar. Mas os cacos são visíveis e vão demorar anos a reunir: o maior êxodo de todos os tempos de profissionais altamente qualificados; a maior fraude de que há memória quando machadou com critérios de vergonha carreiras de uma vida; o retorno à filosofia de que o trabalho é obrigação de escravos. Não tem vergonha desta coroa? Não tem vergonha de vexar uma classe com a obrigação de entregar objectivos individuais no fim do ano, como se ele estivesse a começar? Acha sério mascarar de rigor a farsa que promoveu?
A senhora ministra falhou quando fez aprovar um modelo de gestão de escolas, castrador e centralizador. Não repito o que então aqui escrevi. Ainda os directores estão a chegar aos postos de obediência e já os factos me dão razão. Invoco o caso do Agrupamento de Santo Onofre, onde gestores competentes e legalmente providos foram vergonhosamente substituídos; lembro-lhe a história canalha de Fafe, prenúncio caricato de onde nos levará a municipalização e a entrega da gestão aos arrivistas partidários; confronto-a com o silêncio cúmplice sobre a suspensão arbitrária de um professor em Tavira, porque o filho do autarca se magoou numa actividade escolar, sem qualquer culpa do docente. Dá-se conta que não tem qualquer autoridade moral para falar de autonomia das escolas?
A senhora ministra falhou quando promoveu a escola que não ensina. Mostre ao país, a senhora que tanto ama as estatísticas, quanto tempo se leva hoje para fazer, de uma só tirada, os 7.º, 8.º e 9.º anos e, depois, os 10.º, 11.º e 12.º. E sustente, perante quem conhece, a pantomina que se desenvolveu à volta do politicamente correcto conceito de escola inclusiva, para lá manter, a qualquer preço, em ridículas formações pseudoprofissionais, os que antes sujavam as estatísticas que a senhora oportunistamente branqueou. Ouse vir discutir publicamente a demagogia de prolongar até aos 18 anos a obrigatoriedade de frequentar a escola, no contexto do país real e quando estamos ainda tão longe de cumprir o actual período compulsivo, duas décadas volvidas sobre o respectivo anúncio. Do mesmo passo, esclareça (ainda que aqui a responsabilidade seja partilhada) que diferenças existem entre o anterior exame ad hoc e o pós-moderno “mais de 23″, para entrar na universidade. Compreendo, portanto, que no pastel kafkiano a que chamou estatuto de carreira não se encontre o vocábulo ensinar. Lá nisso, reconheço, foi coerente. Só lhe faltou mudar o nome à casa onde pontifica. Devia chamar-se agora, com propriedade, Ministério da Certificação e das Novas Oportunidades. Não tem remorsos?
A senhora ministra falhou rotundamente quando promoveu um estatuto do aluno que não ajuda a lidar com a indisciplina generalizada; quando deu aos alunos o sinal de que podem passar sem pôr os pés nas aulas e, pasme-se, manifestou a vontade de proibir as reprovações, segundo a senhora, coisa retrógrada. A senhora ministra falhou quando defendeu uma sociedade onde os pais não têm tempo para estar com os filhos. A senhora ministra falhou quando permitiu, repetidas vezes, que crianças fossem usadas em actividades de mera propaganda política. A senhora ministra falhou quando encomendou e pagou a peso de ouro trabalhos que não foram executados, para além de serem de utilidade mais que duvidosa. Voltou a falhar quando deslocou para os tribunais o local de interlocução com os seus parceiros sociais, consciente de que o Direito nem sempre tem que ver com a Justiça. Falhou também quando baniu clássicos da nossa literatura e permitiu a redução da Filosofia. Falhou ainda quando manipulou estatisticamente os resultados escolares e exibiu os que não se verificaram. Falhou igualmente quando votou ao abandono crianças deficientes e professores nas vascas da morte. Falhou, por fim, quando se deixou implicar no logro do falso relatório da OCDE e no deslumbramento saloio do Magalhães.

Por tudo isto e muito mais que aqui não cabe, a senhora é, em minha opinião, uma ministra falhada. Parte sem que eu por si nutra qualquer espécie de respeito político ou intelectual.”
In Público

 

30Maio2009

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Vão reservando na vossa agenda. Existiriam com certeza melhores formas de prosseguir a contestação às indiscritíveis políticas e atitudes desta trupe governamental. Mas deveremos nós professores ficar em casa de braços caídos em lamentação? Diabo… Não!! 

Sábado 30/5, lá estaremos outra vez pelas bandas do Marquês…

Cartaz 30Maio em pdf

 

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Então foi este o resultado da semana de consulta geral aos professores quanto às formas de prosseguimento da luta?

Tudo isto me faz estar plenamente de acordo com a análise do Mário Carneiro no blog O Estado da Educação;

“Os sindicatos de professores que temos são maus. Do meu ponto de vista, são maus porque seguem uma política sindical vinculada aos interesses e às estratégias partidárias. São maus porque, verdadeiramente, nunca acreditam na capacidade e na força daqueles que representam. São maus porque, muitos deles, já sedimentados em anos e anos de rotina sindical, cedem aos interesses da manutenção do statu quo que garante horários privilegiados ou mesmo isenção de horário, que lhes dá acesso a certos meios, contactos, deferências, mordomias e protagonismos que, de outro modo, não teriam.

A combinação destes factores determina que tenhamos um sindicalismo docente que não cumpre as funções para o qual foi criado. Pior: não só não cumpre como acaba por gerar o descrédito nas próprias instituições sindicais. É frequente, por isso, ouvirmos, em relação aos sindicatos, epítetos idênticos àqueles que ouvimos em relação aos políticos. Os sindicalistas, contudo, sentem-se possuídos de uma superioridade moral tal que, pensam eles, os deveria isentar da censura e até mesmo da crítica. É por essa razão que, sempre que são confrontados com o escrutínio de quem deles diverge, reagem como alguém que foi ofendido na honra e, não discutindo os argumentos que sustentam a crítica, optam por apelidar os que os interpelam de: divisionistas, irrealistas, zurzidores ao serviço do Governo e por aí fora (há quem, neste país, se considere sempre possuído do direito da crítica, mas isento do dever de ouvir a objecção alheia – os sindicalistas são disso um exemplo, todavia, bem acompanhados, quer por jornalistas quer por juízes.)

Mas estava eu a dizer que temos maus sindicatos, e isto tem uma consequência objectiva: a resolução dos verdadeiros problemas profissionais, cuja existência é a razão de ser dos próprios sindicatos, é relegada para plano secundário, é esquecida sempre que se atinge um elevado patamar de conflitualidade. Nesses contextos de conflito aberto e radicalizado, predomina sempre aquilo que estrategicamente é mais conveniente ao partido que domina o sindicato x ou y. Sempre foi assim, e este último ano de luta dos professores não fugiu à regra.
Depois de uma primeira manifestação de 100 mil professores, depois uma segunda manifestação de 120 mil professores, depois de duas greves nacionais cuja adesão foi superior a 90%, os sindicatos malbarataram toda esta imensa força – uma força que nunca na história do sindicalismo português uma classe profissional tinha demonstrado possuir e que se manteve viva durante um ano (facto para o qual muito contribuiu a mais que meritória acção dos movimentos independentes de professores).
Foi, certamente, um momento único propiciado por uma relação de causa-efeito difícil de repetir: uma equipa do Ministério da Educação que ultrapassou os limites imagináveis da incompetência – política e técnica – gerou uma gigantesca onda de indignação e de oposição que ninguém tinha suposto ser possível acontecer. E, de facto, não é plausível que o fenómeno venha a repetir-se, pois não é (felizmente) congeminável poder vir a constituir-se, no futuro próximo nem no longínquo, um grupo de secretários de Estado e ministro(a) tão manifestamente incapaz e que, simultaneamente, junte à incapacidade congénita uma inusitada grosseria e arrogância pessoais.
Ora, a gravidade extrema do conflito, atingida em Novembro do ano passado, só deveria ter tido uma saída: a demissão da ministra e a alteração da política educativa. Se a política fosse uma coisa séria e o sindicalismo docente estivesse exclusivamente ao serviço dos professores, só poderia ter sido este o desfecho da situação a que se chegou. Mas não foi. E não foi porquê? Porque não era justo, não era adequado, não era possível que assim tivesse sido? Todos sabemos que era justo, que tinha sido adequado e possível. Mas não aconteceu. Foram razões genuinamente sindicais que impediram que isso acontecesse? Foram razões de salvaguarda das justíssimas reivindicações dos professores? Sabemos que não. E que sabemos mais? Sabemos duas coisas:

1. Que a política não é séria. Que este Governo não é sério. Que este primeiro-ministro não é politicamente sério. Sabemos que este primeiro-ministro colocou o seu orgulho pessoal e a sua arrogância à frente dos verdadeiros interesses do país: recusou-se a fazer uma segunda remodelação governamental, depois de já ter substituído os ministros da Saúde e da Cultura. Apesar dos objectivos malefícios que a ministra da Educação diariamente produzia ao país, José Sócrates e o seu núcleo de conselheiros optaram pela chantagem: ou se negoceava uma trapalhada qualquer que salvasse a face do Governo ou o Governo caia. Não interessava nada o que os alunos, os professores, as escolas, o país ganhariam com a mudança da ministra e da política, interessava apenas manter uma posição intransigente que, em eleições antecipadas, até poderia render frutos;

2. Que, perante isto, os sindicatos optaram por recuar. Porquê? Porque não era do interesse de nenhum partido, em particular daqueles que dominam os principais sindicatos de professores, que o Governo caísse. Calculavam que, eleitoralmente, fosse mau. E como, do ponto de vista eleitoral, não era conveniente que isso acontecesse, hipotecou-se a resolução de um gravíssimo problema profissional, de um gravíssimo problema da Educação e do país aos interesses eleitorais. Os professores foram, uma vez mais, manipulados. O sindicalismo esteve, uma vez mais, ao serviço dos proveitos partidários.

Agora, convocaram uma manifestação para o dia 30 de Maio. Como estamos próximos de eleições, quer-se marcar o ponto e tentar lançar alguma perturbação eleitoral ao PS. Mas, do ponto de vista da nossa luta profissional, esta manifestação, desgarrada, isolada, é para alcançar o quê? É para fazerem com ela o quê? O mesmo que fizeram com as duas manifestações anteriores? Agora, marcaram também uma greve pífia de 90 minutos para o dia 26. Qual é o seu objectivo? Alguém consegue explicar?

Se vou à manifestação? Vou, claro. Apesar dos maus sindicatos que temos, temos algo ainda pior: um péssimo Governo e, em particular, uma ministra da Educação politicamente desprezível. Poderia eu ficar em casa no próximo dia 30? Não poderia.”

Mário Carneiro

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Depois da anestesia comemorativa que vimos no 25 de Abril passado, era bom que passássemos a um pouco de acção. Existem razões para protestar, para querer mudar de rumos e de políticas. Disso só não tem dúvidas quem é “alimentado” por este sistema partidocrata e está dele estritamente dependente. Lembram-se do 1º de Maio de 1974? Foi a maior manifestação jamais realizada em Portugal, com perto de 1.000.000 de pessoas. Eu tinha 8 anos e dela me recordo apenas através de fragmentos das reportagens televisivas que vi na altura.

Vai haver no próximo 1 de Maio uma manifestação em Lisboa do Largo do Martim Moniz até à Alameda D. Afonso Henriques, com começo às 14.30h. Não me interessa quem a convocou. Sou professor e, neste momento, não acredito numa manifestação de professores, nem numa manifestação de funcionários públicos, nem numa de enfermeiros, médicos ou polícias. Acredito numa manifestação de Portugueses que tentem recuperar um pouco da sua união e da sua identidade. À falta de uma outra circunstância mais feliz que nos una, que seja o descontentamento a fazê-lo.

Resumo de iniciativas para o 1º de Maio, retiradas de um dos meus blogs preferidos, o Pimenta Negra:

Mayday, Porto

1ª Maio Anticapitalista. Lisboa

1º Maio, CGTP, vários locais

Parada Mayday, Lisboa e Porto

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Um amigo pediu-me para fazer mais um crachá. Desta vez com a ressalva “neste” PS. Enfim… Cá está ele. Se bem que já tive oportunidade de lhe dizer que no que me diz respeito, não votaria neste nem em nenhum PS, pelo menos enquanto tiver aquela clientela e enquanto eu me lembrar deste mandato de maioria absoluta. E eu sou daqueles com uma memória muito longa!…

Mais crachás aqui

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A existência combinada do sigilo bancário e dos off-shores tem-se revelado uma benesse para tudo o que é encobrimento de operações financeiras ilegais, lavagem de dinheiro, pagamentos por tráfico de influências, fuga ao fisco e enriquecimento ilícito. Foi contabilizado recentemente que um quarto da riqueza privada mundial se situa em off-shores, sem impostos cobrados, sem proveniência definível, sem perguntas… Carlos Pimenta, num artigo para a Visão explica a possibilidade de, pela primeira vez, se estar a avançar seriamente no sentido de impor regras rigorosas de transparência e  restringir os benefícios fiscais que se destinem apenas a aplicações financeiras de grupos e particulares  que não representem investimentos palpáveis nas economias locais. Esta linha de acção foi esboçada na última reunião dos G20 e tem todas as hipóteses de singrar. Nova ética no mundo financeiro? Não. Pura e simples necessidade, face à hecatombe e à recessão dos mercados.

Em Portugal, com o recente diploma do BE que colheu apoios em outros quadrantes partidários, também parece que se avança finalmente para por cobro ao sigilo bancário que atrasa ou mesmo impede a acção da investigação fiscal e criminal para detectar movimentos financeiros ilícitos. 

Sigilo bancário e off-shores… é preciso banir!

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Esta situação já deve ser sobejamente conhecida por todos os professores bem informados. Os não tão bem informados, podem ler aqui:

Blog MUP

Blog Pimenta Negra

 

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No Encontro Nacional de Professores em Luta discutiu-se a sugestão do Movimento Mobilização e  Unidade dos Professores, veículada pelo seu coordenador, Ilídio Trindade, de criar um crachá anti-PS, devido às políticas persecutórias que este governo tem levado a cabo face aos professores e, verdade seja dita, a todos os funcionários públicos e trabalhadores em geral. Reafirmou-se nesse encontro a ideia que circula há já algum tempo, de que uma nova maioria absoluta nas próximas legislativas teria consequências (ainda mais) negativas para o país. Alguma comunicação social empolou a história do crachá que é sem dúvida secundário, face às importantes deliberações aprovadas no encontro e que fazem parte do comunicado final. Da parte do professor que sou e que me toca, simpatizo com a ideia do crachá e, por isso, proponho aqui alguns “modelos” para uso e abuso de quem se identificar com a mensagem.

E para que não venha ninguém dizer que estou a ser “instrumentalizado” pelo partido X ou sindicato B, reafirmo aqui a minha confissão de que fui um dos eleitores que contribuiu para esta maioria absoluta, facto pelo qual já pedi, a quem me quis ouvir, as minhas mais sinceras desculpas.

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No dia 14 de Março, movimentos de professores que incluem a APEDE, o MUP, o MEP, o PROMOVA e a CDEP vão promover em Leiria um Encontro Nacional de Professores em Luta. O Encontro decorrerá no Teatro José Lúcio da Silva, na zona central de Leiria, entre as 10 e as 17 horas.

Será uma ocasião para os professores que têm resistido nas escolas se encontrarem e discutirem o rumo que tencionam dar a um combate que é de todos nós.
Precisamos de saber como dar força e orientação à luta judicial que está agora a ter início.
Precisamos de reflectir, em conjunto, sobre as formas de luta a desenvolver até ao final do ano lectivo.
Precisamos de ponderar a melhor forma de recuperar o espírito de unidade entre os professores.
Para isso, CONTAMOS COM A PARTICIPAÇÃO DE TODOS.
Com um abraço,

Mário Machaqueiro (pela Direcção da APEDE)

Cartaz A4 em formato pdf

Cartaz A3 em formato pdf

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Eu sei que andamos todos cansados e que estamos numa espécie de período de “refluxo” no que respeita à defesa da carreira docente e da escola pública. No entanto, penso que esta iniciativa promovida pela Fenprof é original e pode causar grande impacto mediático, se tiver uma boa participação. Os detalhes logísticos deverão ser revelados em breve pela central sindical. 

Lá estarei.

Cartaz em formato pdf para divulgação, aqui

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Sobre um certo tipo de relacionamento que alguns pais têm com a escola dos filhos, é interessante ler este texto de Miguel de Araújo Camelo, postado no blog “O Pão e a Razão”.

A Culpabilidade das Vítimas

“Professores utilizam alunos na luta política” era o título sugestivo do comunicado da CONFAP que recebi hoje. Parecia prometedor mas… afinal referia-se apenas à decisão tomada por 143 professores e educadores de Paredes de Coura de cancelar a “quase totalidade das actividades previstas para este ano lectivo que envolvam a comunidade ou que impliquem qualquer deslocação”, e à indignada reacção da Associação de Pais do agrupamento. 

Os professores de Paredes de Coura causaram tamanha reacção, não pelo seu autruismo quando iniciaram estes projectos, mas sim quando decidiram acabar com a injustiça a que eles próprios se tinham sujeitado. Estes homens e mulheres decidiram terminar com horas de trabalho não reconhecido, com o trabalho extraordinário necessário para compensar o tempo destas actividades, com despesas não reembolsadas, com uma função social que desempenham gratuitamente porque não há meios nas escolas. Estes homens e mulheres decidiram romper com aquilo a que se haviam comprometido nos últimos anos e que consistia em “algo a troco de nada”. Passaram a exigir o seu direito de ver reconhecido (e pago) o trabalho e esforço que desenvolvem e, só por isso, chamaram a atenção sobre si.

Mas ao invés de chamarem a atenção dos justos, provocaram antes a indignação das almas que eles próprios ajudaram a produzir. Estes são os pais que a sociedade do “algo em troca de nada” produz. Uma sociedade que reivindica direitos adquiridos no berço sem se preocupar com quem paga; que proclama a necessidade de obter e ignora a habilidade de criar; que acredita que o consumo é que gera produção ou que a desgraça é a maior virtude e que o sucesso o pior defeito. 

Uma sociedade e uns pais que, depois de acarinhados “à borla” e à custa do trabalho de outros, se viram para os (supostos) benfeitores em vez de denunciarem as injustiças, é uma sociedade e são uns pais que não têm futuro. Os seus filhos exigirão ainda mais e estarão dispostos a contribuir ainda menos.

Este tipo de altruísmo instala a injustiça, normaliza o “algo em troca de nada” e transforma o “bem comum” em prejuizos individuais. Promove o direito sem dever, o consumo sem produção, a riqueza sem esforço. Promove uma sociedade canibal que maltrata e enxovalha os altruístas quando estes nada mais têm para dar, porque a dádiva se torna a norma, e a sua falta implica infracção.

Numa sociedade justa, o “bem comum” é – e tem de ser – a soma de todos os bens individuais, um bem comum perfeitamente indentificável e objectivamente quantificável. Uma sociedade justa terá de retribuir e reconheçer os que para ela contribuem e a estes prestará homenagem. O bem individual de cada um será a recompensa pela sua contribuição para a sociedade que necessita do que cada individuo lhe disponibiliza. Essa será a sociedade livre e justa, em que todos beneficiam do trabalho de cada um, e em que ninguém vive para ninguém nem às custas de ninguém. O contrário não só promove a miséria, como a termo transformará os mais capazes em miseráveis, porquanto esse será o código moral pelo qual serão recompensados.

A Razão, a mente e inteligência são ferramentas poderosas que garantem ao Homem a sua sobrevivência. As escolas e os Professores são recursos valiosíssimos de qualquer sociedade. Quando eles próprios se valorizarem dessa forma, e se fizerem recompensar nessa medida, a injustiça deixará de ser possível.

Na injustiça intervêem os “predadores” e as “vítimas”. Os primeiros defendem-na no seu próprio interesse. Os segundos possibilitam-na ao abrigo de um código moral contra natura, que lhes é apregoado pelos primeiros. Eduquem-se as mentes e não haverá vítimas. Acabem-se com as vítimas e não haverá injustiça. Os “predadores” não terão outro remédio senão virar-se uns contra os outros.”

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Mais informação aqui

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A manifestação convocada para o dia 24 de Janeiro, por vários movimentos independentes de professores, vai transmitir publicamente ao Presidente da República o descontentamento e a apreensão com que os docentes encaram o rumo que este governo segue em matéria de ensino público.

Incluída na “grande encenação” em que se transformou a governação do país, a educação não foge à regra, e os professores lutam para evitar o aniquilamento da escola pública. A intenção evidente deste executivo (socialista ?) é, em primeiro lugar, poupar dinheiro para que este possa ser aplicado em contratos chorudos de construção e no financiamento do déficit da banca.. Em segundo lugar, nivelar a qualidade por baixo, diminuindo o grau de exigência, deixando o caminho aberto para os privados fazerem da educação um negócio, oferecendo pretensamente a qualidade que o ensino público deixará de ter. Tudo isto, claro está, envolto em grandes cortinas de fumo lançadas por uma bem oleada máquina de marketing político.

O problema deles é que já foram topados a léguas…

Formato pdf A3: cartaz-24jan-a3

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Material para usar à discrição…