Archive for the ‘Coragem’ Category

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Acho que se não for assim, nem vale a pena começar…

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Podemos admitir que o apelo ao “voto útil” é uma estratégia para garantir que não ganhe um determinado partido ou candidato. É um voto “contra”. Um voto pela negativa. A ideia é fácil de entender e em algumas situações até de aceitar. O problema é que o país já não aguenta tanto voto “contra”. Votar contra é sempre resolver parte do problema e deixar a outra parte adiada ad eternum. É importante reconhecer que esta atitude por parte dos eleitores tem ajudado a perpetuar um sistema que se cristalizou e calcificou no poder. Votámos contra Cavaco e elegemos Guterres. Votámos contra Guterres e elegemos Durão. Durão fugiu, não foi preciso votar contra ele. Votámos contra Santana e elegemos Sócrates… Estão a ver o enleio? (mais…)

NedaMartir

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Não há desculpa para uma autoridade que permita que se atire a matar sobre manifestantes desarmados. A morte é sempre um acontecimento altamente lamentável e quantas não acontecem às escondidas do mundo, sem ninguém para lhes fazer justiça ou sequer para as lamentar. A morte da jovem iraniana Neda Soltan foi, no entanto, pública e brutal. Abatida a tiro durante uma manifestação de protesto contra os resultados eleitorais no Irão, a morte filmada em directo (as imagens são impressionantes pelo que os mais sensíveis devem abster-se) transformou-se  numa acha de revolta contra o estado de coisas naquele país.

Fica aqui, sob a forma deste cartaz, o meu modesto contributo para que a morte de Neda Soltan não seja facilmente esquecida e reforçar o meu desejo de que, pelo menos, não tenho sido em vão.

Mais informação aqui (em inglês), aqui e aqui

santoonofre1

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Esta situação já deve ser sobejamente conhecida por todos os professores bem informados. Os não tão bem informados, podem ler aqui:

Blog MUP

Blog Pimenta Negra

Medo

Posted: 01/02/2009 in Coragem, Educação, Solidariedade

medo

causa

oientregardesistir

Entregar os OI´s é PACTUAR com a filosofia por detrás deste modelo de avaliação (com ou sem simplexes) e é também DESISTIR da atitude de resistência e oposição a estas pseudo-reformas, das quais a avaliação é apenas a ponta do iceberg.

No fundo, tudo se resume a uma questão de convicções e muita gente não percebeu ainda que, nesta situação, a coesão é fundamental e tornará (tornaria?) tudo mais fácil. Todos temos posições individuais que é necessário respeitar. É de respeitar inclusivé aqueles que defendem de peito aberto este modelo de avaliação (não entendo mas respeito), quanto mais não seja pela coerência. É no entanto penoso encarar aqueles que assumem uma posição no colectivo e outra diferente no individual. Apesar de tudo, mesmo para estes últimos (refiro-me aos que têm consciência e não àquela pequena mas sempre presente fatia de carreiristas que fazem o jogo de cintura que for preciso para não por em perigo a “vidinha”), entendo que a entrega dos OI´s possa ser um sapo engolido a custo, empurrado pelo medo. Restam aqueles que acham que já engoliram sapos suficientes.