Archive for the ‘José Sócrates’ Category

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…porque mudou completamente nos últimos 15 dias!

Quem faz afirmações destas está absolutamente convicto de que tem como governados uma troupe de papalvos.

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Pronto! Ganhou.

Que posso eu dizer? Que corra tudo pelo melhor, a bem do país…

Novo Socrates1

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Será que vamos assistir a mais um milagre do marketing político? Nada se baseia naquilo que verdadeiramente é mas sim na mensagem que se faz passar. Depois do desaire eleitoral destas eleições, decidiu a comissão política do PS que o “novo” Sócrates será mais humilde e dado ao diálogo… apesar de já ter afirmado que está muito satisfeito com ele próprio.

É por isso que este PS não vai a lado nenhum nem o país vai a algum lado com ele.

Mais sobre a figura aqui

Em dia de reflexão para as eleições do Parlamento Europeu, longe de mim querer influenciar alguém…

JustiçaPortuguesa20052009©ProtestoGráfico

EnsinoPortugues 20052009©ProtestoGráfico

Economia Portuguesa20052009©ProtestoGráfico

Nem tudo foi a pique…

DesempregoPortugues 20052009

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Estamos em pleno “dia de reflexão” para as eleições do parlamento europeu. Reflexão puxa reflexão e acabei por fazer um balanço da legislatura do governo Sócrates. E o balanço não é bom… vá-se lá saber por quê! As preocupações deveriam ser genuinamente europeias e os assuntos e decisões deveriam andar à volta da inevitável questão do reforço da credibilidade que é necessário conferir à Europa enquanto espaço económico mas também enquanto espaço cultural e social.

Ao pensar em questões internas em vez de europeias, não estou a fazer nada que a maioria dos políticos nesta campanha não tenha feito também: um completo borrifanço, passo a expressão,  para as questões europeias em detrimento da vidinha nacional e da já corriqueira distribuição de culpas pelo estado da nação.

O ponto chave para inverter esta decadência do ideal europeu passa pelo esforço de nomear bons líderes para os governos nacionais que encarem a Europa na sua devida perspectiva. Trata-se de “arrumar a nossa casa” em primeiro lugar e depois pensar no bairro…

Voltando à tal reflexão retrospectiva, por puro deleite gráfico à mistura com uns pózitos de sátira corrosiva, surgiram estas representações do balanço da legislatura de maioria absoluta PS, entre 2004 e 2009. Tratou-se de mais um período de oportunidades grosseiramente desperdiçadas por parte de um aparelho partidário que, quanto a mim, claramente não merece uma segunda oportunidade neste quadro eleitoral que se vive. Espero que a memória dos portugueses seja suficientemente longa e o espírito suficientemente aberto para que novas oportunidades (reais, não aquelas do Ministério de Educação) surjam para Portugal.

tgvsalvacao

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Alguém com os pés minimamente assentes na terra poderá acreditar que a grande via de combate à crise reside na construção de uma linha de TGV com um custo de perto de nove mil milhões de euros, não contando com as derrapagens orçamentais do costume? Eu até gosto de comboios. É uma coisa que vem de infância. Confesso que um TGV novinho em folha a dardejar pelos campos deste nosso Portugal até poderia fazer-me acreditar, por breves momentos que fossem, que estaríamos num país desenvolvido. Mas acorde quem ainda está embriagado com o brilho da tecnologia! Nós não precisamos do TGV. É óbvio que ter infra-estruturas modernas e funcionais é necessário e a opção ferroviária é boa. No entanto, existem alternativas de modernização da linha Lisboa-Porto (como por exemplo o alfa-pendular) que encurtariam o tempo de viagem por uma fracção do custo do TGV.

A pressa em lançar este investimento faraónico pode ter várias explicações. Na melhor das hipóteses, uma convicção provinciana nas virtudes sociais do investimento, com a criação de postos de trabalho (pelo menos enquanto a obra durar). Na pior, poderá tratar-se pura e simplesmente de assegurar que os contratos chorudos para as empreitadas de construção ficam nos “boys” certos antes da possibilidade de um resultado desfavorável nas próximas eleições legislativas deitar tudo a perder.

No mínimo, uma decisão deste peso económico, deveria ser adiada para depois das eleições como fez notar e bem Paulo Rangel. Os partidos esclareceriam nos seus programas eleitorais as suas opções face a esta questão e os portugueses avalizariam ou não a decisão nas urnas.

O investimento gigantesco no TGV, além de pagar uma opção mais económica como o Alfa pendular, ainda sobraria para pagar numerosas pequenas empreitadas na área da requalificação urbana, escolas, centros de saúde e outras infra-estruturas de que estamos realmente carenciados.

Sobre a visão muito própria do primeiro ministro sobre este assunto, o comentário do Miguel Gaspar, no Público.