Archive for the ‘Por esse mundo…’ Category

NedaMartir

©ProtestoGráfico

Não há desculpa para uma autoridade que permita que se atire a matar sobre manifestantes desarmados. A morte é sempre um acontecimento altamente lamentável e quantas não acontecem às escondidas do mundo, sem ninguém para lhes fazer justiça ou sequer para as lamentar. A morte da jovem iraniana Neda Soltan foi, no entanto, pública e brutal. Abatida a tiro durante uma manifestação de protesto contra os resultados eleitorais no Irão, a morte filmada em directo (as imagens são impressionantes pelo que os mais sensíveis devem abster-se) transformou-se  numa acha de revolta contra o estado de coisas naquele país.

Fica aqui, sob a forma deste cartaz, o meu modesto contributo para que a morte de Neda Soltan não seja facilmente esquecida e reforçar o meu desejo de que, pelo menos, não tenho sido em vão.

Mais informação aqui (em inglês), aqui e aqui

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Em dia de reflexão para as eleições do Parlamento Europeu, longe de mim querer influenciar alguém…

JustiçaPortuguesa20052009©ProtestoGráfico

EnsinoPortugues 20052009©ProtestoGráfico

Economia Portuguesa20052009©ProtestoGráfico

Nem tudo foi a pique…

DesempregoPortugues 20052009

©ProtestoGráfico

Estamos em pleno “dia de reflexão” para as eleições do parlamento europeu. Reflexão puxa reflexão e acabei por fazer um balanço da legislatura do governo Sócrates. E o balanço não é bom… vá-se lá saber por quê! As preocupações deveriam ser genuinamente europeias e os assuntos e decisões deveriam andar à volta da inevitável questão do reforço da credibilidade que é necessário conferir à Europa enquanto espaço económico mas também enquanto espaço cultural e social.

Ao pensar em questões internas em vez de europeias, não estou a fazer nada que a maioria dos políticos nesta campanha não tenha feito também: um completo borrifanço, passo a expressão,  para as questões europeias em detrimento da vidinha nacional e da já corriqueira distribuição de culpas pelo estado da nação.

O ponto chave para inverter esta decadência do ideal europeu passa pelo esforço de nomear bons líderes para os governos nacionais que encarem a Europa na sua devida perspectiva. Trata-se de “arrumar a nossa casa” em primeiro lugar e depois pensar no bairro…

Voltando à tal reflexão retrospectiva, por puro deleite gráfico à mistura com uns pózitos de sátira corrosiva, surgiram estas representações do balanço da legislatura de maioria absoluta PS, entre 2004 e 2009. Tratou-se de mais um período de oportunidades grosseiramente desperdiçadas por parte de um aparelho partidário que, quanto a mim, claramente não merece uma segunda oportunidade neste quadro eleitoral que se vive. Espero que a memória dos portugueses seja suficientemente longa e o espírito suficientemente aberto para que novas oportunidades (reais, não aquelas do Ministério de Educação) surjam para Portugal.