Archive for the ‘Professores em Luta’ Category

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A manifestação convocada para o dia 24 de Janeiro, por vários movimentos independentes de professores, vai transmitir publicamente ao Presidente da República o descontentamento e a apreensão com que os docentes encaram o rumo que este governo segue em matéria de ensino público.

Incluída na “grande encenação” em que se transformou a governação do país, a educação não foge à regra, e os professores lutam para evitar o aniquilamento da escola pública. A intenção evidente deste executivo (socialista ?) é, em primeiro lugar, poupar dinheiro para que este possa ser aplicado em contratos chorudos de construção e no financiamento do déficit da banca.. Em segundo lugar, nivelar a qualidade por baixo, diminuindo o grau de exigência, deixando o caminho aberto para os privados fazerem da educação um negócio, oferecendo pretensamente a qualidade que o ensino público deixará de ter. Tudo isto, claro está, envolto em grandes cortinas de fumo lançadas por uma bem oleada máquina de marketing político.

O problema deles é que já foram topados a léguas…

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Formato pdf A4: cartaz-24jan-a4

 

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Material para usar à discrição…

 

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O conceito ridículo de que um professor (um funcionário, um aluno e, porque não, um político…) só pode ter uma avaliação de “excelente” se existir quota administrativa para tal, é um contra-senso de tal ordem que só pode ter sido lançado à custa da crença da tutela de que todos nós somos acéfalos.

Uma coisa é avaliar o mérito, usando essa avaliação para premiar (e em alguns casos extremos, penalizar) a situação profissional de um indivíduo. Outra coisa é a constatação (que eu aceito) que não há dinheiro para pagar a todos os que atinjam os escalões de topo. Esta questão é complexa e não é cortando a talhe de foice, metendo tudo num mesmo saco mal amanhado que se resolve.

Não podemos esquecer ainda que, no caso dos professores, a carreira é relativamente horizontal ou seja, todos têm basicamente as mesmas funções e responsabilidades, não existindo muitos cargos de hierarquia vertical. Não é por acaso que o ME cozinhou esta divisão vertical, entre professores titulares e professores, na tentativa de legitimar uma avaliação deste tipo.

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Infelizmente, esta imagem criada há alguns meses, continua actual. O perigo ainda existe. Estou convicto que, das duas uma: Ou este trio desaparece da cena política ou é o ensino público que acaba por desaparecer. Fazendo as contas, é quase certo que tinha ficado mais barato ao estado português pagar-lhes uns principescos ordenados em Bruxelas como deputados europeus, de que suportar os danos a longo prazo (infinitamente superiores) que esta trupe infligiu à escola pública e ao país.

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Avaliação docente pelo DR 2/2008 – Burocrático, altamente subjectivo, dependente de quotas e com aquele toque demagógico-pedagógio próprio dos apologistas das “ciências da educação”. Um mimo que nenhum “simplex” consegue salvar.

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O estatuto da carreira docente – Aprovado em 19 Janeiro de 2007, um pouco com a conivência de todos nós, professores e que dividiu a carreira de forma arbitrária com a única intenção de criar hierarquias e preparar terreno para as restantes “reformas” que aí viriam.

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Estatuto do aluno – Uma autêntica pérola de facilitismo e desresponsabilização para os alunos… e mais um elemento de desautorização para os professores.

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Novo modelo de gestão escolar – O extermínio programado da gestão democrática e colegial nas escolas.

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E por fim, os novos concursos de professores – A precaridade anunciada para todos os professores, independentemente do tempo de serviço. Passam a ser quadrianuais. Diz o ministério que é para “consolidar e estabilizar” o corpo docente. Será que tem a ver com o facto de que é muito mais barato fazer um concurso a cada 4 anos do que a cada 3, para não falar num concurso anual, que era o que deveria acontecer…

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A excelência de um professor, para este ministério, tem a ver com o grau de subserviência que demonstrar relativamente a estas pretensas reformas no ensino. Um professor excelente é um professor obediente que trabalhe muitas horas na escola, sobretudo a preencher papelada inútil.

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